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A DOUTRINA SOBRE O
SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

O Matrimônio exprime o mistério do amor de Deus aos seres humanos, criados a sua imagem e semelhança, e o amor de Jesus Cristo à sua Igreja. O Matrimônio cristão se torna por sua vez, sinal eficaz, Sacramento da aliança de Cristo. O Matrimônio entre batizados é um verdadeiro Sacramento da Nova Aliança, pois significa e comunica a graça de Deus.

O amor é o que faz o outro crescer

O fermento que faz o outro crescer é o amor. Só o amor constrói a pessoa. Toda a vida do casal é motivada pelo amor: é ele que faz sólida e indestrutível a união dos dois, é ele que garante as características do casamento: fidelidade, fecundidade e indissolubilidade. Onde existe o amor verdadeiro não há lugar para a infidelidade, brigas e separações. O verdadeiro amor faz sólida a união do casal e gera uma unidade indissolúvel.

Amar é se doar a alguém para fazê-lo (a) feliz; é renunciar aos próprios desejos e interesses para construir o outro. Mais até que um sentimento do coração, o amor é uma decisão, tomada livre e espontaneamente.

Quando os noivos sobem ao altar, eles fazem mutuamente uma declaração de amor: “Eu, Gabriel, te recebo Olívia, como minha esposa, e prometo ser-te fiel na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”. Isso é muito mais que uma romântica declaração de amor; sobretudo, um juramento consciente prestado ao outro, na presença de Deus e da comunidade.

O verdadeiro amor exige sacrifício. Para dizer sim ao outro é preciso estar disposto a dizer não a si mesmo.

Jesus mandou que nos amássemos uns aos outros, mas como Ele nos amou. E como foi que Ele nos amou? Não foi num gesto de romance ou de fantasia; foi na cruz; entregando a sua vida divina por cada um de nós. E Ele disse que ninguém tem amor maior do que aquele que dá a sua vida pelo outro. Este é o verdadeiro amor; é o amor que hoje falta nos casamentos.

São Paulo ao falar aos Efésios disse: “Maridos, amais as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef. 5,25). Cristo amou a sua Esposa, a Igreja, se entregando à morte por ela. É este o amor que os casais precisam levar para o casamento para que ele seja como é da vontade de Deus.

Ninguém definiu tão bem o que é o verdadeiro amor como São Paulo no capítulo 13 da sua Primeira Carta aos Coríntios:

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acabará” (1Cor 13, 4-8).

Se os casais viverem esse amor, sinônimo de amor fecundo, serão felizes e jamais ocorrerá a separação entre eles. Quem não sabe amar de verdade, isto é, quem não perdoa não compreende, não tem paciência com as limitações e erros do outro... Não está preparado para uma vida a dois! Quem não vence o ciúme, a inveja, o próprio orgulho, a vaidade, o egoísmo exigente, ainda não sabe amar e não está preparado para o casamento.

O casamento só se realiza de fato quando a vida de cada um é um livro aberto para o outro, sem segredos e mistérios. Somente o casal que vive a unidade do amor poderá crescer mutuamente. Por isso, é fundamental cultivar essa unidade em todos os aspectos da vida conjugal.

Os esposos são chamados a dar vida, e assim participam do poder criador e da paternidade de Deus.

“Os cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e de educar – o qual deve ser considerado como missão própria deles -, são cooperadores do amor de Deus criador e como que seus intérpretes. Por isso desempenharão seu múnus com responsabilidade cristã e humana” (GS 50,2).

O Catecismo da Igreja ensina que “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção e da generosidade dos pais” (GS 50,2) (Cat. 2373).

Hoje infelizmente os casais temem ter filhos, e a humanidade começa perigosamente a envelhecer. Na Europa nenhum país consegue manter o índice de 2,1 filhos por mulher, o mínimo necessário para que a população se mantenha estável. Isto tem conseqüências terríveis para a humanidade.

A Igreja não tem dúvida em dizer que “os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais”. Foi o próprio Deus que disse: “Não convém ao homem ficar sozinho” (Gn. 2,18), e “criou de início o homem, como varão, e a mulher” (Mt 19,4); querendo conferir ao homem uma participação especial em sua obra criadora, abençoou o varão e a mulher dizendo: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn. 1,28). Donde se segue que o cultivo do verdadeiro amor conjugal e toda a estrutura da vida familiar, que daí promana sem desprezar os outros fins do Matrimônio, tendem a dispor os cônjuges a cooperar corajosamente com o amor do Criador e do Salvador que, por intermédio dos esposos aumenta e enriquece sua família (GS 50,1).

CATEQUESE INFORMATIVA
JOSÉ ORQUIZA

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